A transamazônica do marketing orientado por dados

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Durante a década de 70 o país passou por um período de expansão. Tivemos grande obras de infra estrutura, sobre tudo no Pará, que puderam alavancar o crescimento do país. Uma dessas obras foi a transamazônica.

Criada para integrar o restante do país as cidades que se formavam devido a ocupação da amazônia, essa rodovia foi um simbolo da expansão nacional, contudo, os anos mostraram que ela ela até permitia o acesso aos bens de produção da região e do restante do Brasil, mas a falta de investimento somado as dificuldades da distância fizeram aquilo que era um sonho de expansão se tornar uma das rotas mais complicadas para se chegar a algum lugar.

 

ESTRADAS DE RODAGENS= Ministro MARIO ANDREAZZA em visita à Transamazônica 08.07.1972
ESTRADAS DE RODAGENS= Ministro MÁRIO ANDREAZZA em visita à Transamazônica 08.07.1972

 

Quem mora na região da transamazônica consegue ter acesso a boa parte dos bens e conhecimento que o restante do país, principalmente as capitais, têm. Contudo, com valores altos e muita dificuldade.

Começo meu texto dando esse panorama por que recentemente vi uma matéria no Meio & Mensagem sobre o avanço do marketing orientado por dados no país. A matéria fala sobre uma pesquisa realizada pela MediaMath em parceria com o Winterberry Group onde 36% dos profissionais brasileiros entrevistados aumentaram as verbas para a área.

Ao olhar a matéria fiquei intrigado pois ela mostra algo que não faz parte da minha realidade. Sem contar com o número de profissionais que disseminaram a informação sem analisar o contexto em que estamos.

Não quero com este texto desqualificar a matéria do Meio e Mensagem, ela tem a sua importância pois nos mostra uma pesquisa que coloca em pauta o uso de dados no marketing. Contudo, ela não contempla o país todo para representar o avanço deste disciplina.

Temos muitas particularidades no nosso mercado. Não podemos dizer que há avanço no país quando São Paulo concentra a maioria dos profissionais de inteligência de dados e social analytics.
Basta olharmos para a pesquisa de raio X dos profissionais da área. O Norte possui 4% dos profissionais.

 

Dados da pesquisa de Raio x do profissional de social analytics no Brasil
Dados da pesquisa de Raio x do profissional de social analytics no Brasil

 

A pesquisa mostra um recorte de um país representado por uma região, mas como diz a música da cantora paraense, Lucinha Bastos, “eu sou de um país que chama Pará”.

Enquanto São Paulo está pavimentando suas rodovias do marketing orientado por dados aqui no Norte nós estamos abrindo a floresta para construir a transamazônica.

Estamos entrando mata a dentro para, mesmo que pequena, possamos ter alguns profissionais e iniciativas nessa área.

Um dos exemplos é a analista de monitoramento, Ana Célia Costa. Natural de Manaus e morando em Brasília, ela lançou o livro Redes Sociais – Estratégias de Monitoramento. Através dele, Ana Célia, ensina como montar um projeto de monitoramento de redes sociais e como executá-lo. Além da obra ela realiza vários treinamentos para empresas e equipes de governos que desejam trabalhar com o monitoramento de mídias sociais. Entre as turmas que já realizou está a equipe do Ministério Público Federal do Amazonas.

 

 

Temos no Norte também os estudos e cursos realizados pela Yesbil. Uma empresa focada na consultoria e aprendizado sobre marketing digital. Seu papel na distribuição de dados para orientar o marketing tem sido de fundamental importância para profissionais no Pará.

Entre os seu trabalhos estão a pesquisa de Raio X do profissional de comunicação do Pará, comidas típicas paraenses alinhadas com varejo além de diversos estudos sobre temas pertinentes a cultura da região como o Círio de Nazaré e o cortejo cultural do Pavulagem.

Ambos os casos são muito importantes para a região, pois seus trabalhos destacam a produção local, contudo ainda são muito poucos e mostram quanto ainda temos que desbravar o país para que o marketing orientado a dados cresça. Precisamos de inciativas no Pará, Amapá, Roraima, Acre, Rondônia e Tocantins.

Com todo esse cenário podemos dizer que estamos crescendo no trabalho de marketing orientado por dados, mas também podemos dizer que este crescimento ainda é tímido e temos muita mata para abrir para que outras possam vir atrás.

Nós estamos apenas preparando as máquinas que abrem as estradas.

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Publicitário, Analista de Monitoramento em Belém, embaixador da @Hootsuite_BR, editor do @camisa_nova e não consegue ficar um dia sem ouvir o som das métricas.

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